Neste blog muita informação sobre a história da Bossa Nova.
Acesso direto às publicaçòes no Rádio Forma & Elenco sobre:

Wilson Simonal, - Maysa, - António Carlos Jobim, - Tuca

Zecalouro, - Elis Regina , - Dick Farney , - Zito Righi


Mostrando postagens com marcador Radamés Gnattali. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Radamés Gnattali. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Billy Blanco & Radamés Gnattali - Doutores em Samba (1958)

.
.
Encontro histórico   






Em 1958, o cantor Paulo Marques fez um LP só com músicas de Billy Blanco. O engenheiro de gravação Umberto Contardi convenceu Billy de colocar voz nas bases instrumentais gravadas por Radamés Gnattali. Só para registro informal, já que João Gilberto ainda não havia revolucionado o padrão "vozeirão" da Era do Rádio. A gravação ficou “na gaveta” até 1996.

Isto é Billy Blanco & Radamés Gnattali - Doutores em Samba (1958)


Personnel

Radamés Gnattali
piano e arranjos

Billy Blanco
vocal

Chiquinho do Acordeon

Zé Menezes
guitarra

Pedro Vidal
baixo

Luciano Perrone
bateria

Zé Bodega
sax

Grande orquestra regida por Radamés Gnattali
.

Faixas:

01 Obrigado_Excelências
02 Na Janela do Mundo
03 Vaca de Presépio
04 Camelô
05 Feiura não é Nada
06 Requerimenao Prefeito
07 O Amor é Cego
08 Se Papai Fosse Eleito
09 Minha Vida Com Tereza
10 Viva Meu Samba
11 Samba de Doutor
12 Coringa
13 Estatuto de Buate

http://martoni-formaeelenco.blogspot.nl/2014/05/foi-criado-o-grupo-radio-forma-elenco.html
.
.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Laurindo Almeida & Ray Turner – Impressões do Brasil (1957)

.
.
Originalmente postado no Loronix em 16 de maio 2008.
Comentários originais incluídos.







Hello, good evening! I am very happy to update Loronix after four days, which is the largest hiatus since Loronix creation two years ago.

I hope you missed myself and new music such as I did. There were four days, but seems to be four years, in the third night I had a dream I was in the middle of amazing blog posts. Anyway, I will need some adaptation time until getting the old pace, and this is the reason why I’m making this really nice record in the hope you don’t read me, kindly sent and strongly recommended by Jorge Mello. Let’s see.

This is Laurindo Almeida e Ray Turner – Impressoes do Brasil (1957), for Capitol, featuring Laurindo Almeida guitar and Ray Turner piano performing a Brazilian repertoire with selected cuts from Radames Gnattali, Heitor Villa Lobos, Laurindo Almeida and the legendary Garoto. Maestro Radames Gnattali has the whole side A, the only side the unknown Ray Turner plays, while side B features two Laurindo Almeida compositions, one Villa Lobos choro and three Garoto tunes performed by Laurindo, which are the ones that I like most and worth the entire album. Thanks Jorge Mello for this first out of several unknown Laurindo Almeida LPs.

Tracks include:

01 – Allegro – Concertino Nr. 2 para Violao e Piano (Radamés Gnattali)
02 – Adagio – Concertino Nr. 2 para Violao e Piano (Radamés Gnattali)
03 – Presto – Concertino Nr. 2 para Violao e Piano (Radamés Gnattali)
04 – Saudade (Radamés Gnattali)
05 – Choro Triste (Garoto)
06 – Choro Gracioso (Garoto)
07 – Nosso Choro (Garoto)
08 – Serenata (Laurindo Almeida)
09 – Crepúsculo Em Copacabana (Laurindo Almeida)
10 – Gavotta-choro (Villa-Lobos)


10 Comentários originais:

Anonymous on Friday, 16 May, 2008
Thanks a lot for your flac mode
I apreciate your work

Olavo di Txada on Friday, 16 May, 2008
My favorite guitarist, whose Brazilliance records I have been “missioning” to all my friends for years!

jorge mello on Friday, 16 May, 2008
“Impressões do Brasil” traz as primeiras gravações comerciais de duas pérolas da produção violonística de Garoto:Gracioso e Nosso Choro. A música Choro Triste(nº1) também conhecida como Tristezas de um violão, fora gravada 6 anos antes pelo próprio autor.
O Concertino nº2 foi dedicado a Garoto e por ele apresentado no Teatro Municipal RJ acompanhado da Orquestra Sinfonica daquele teatro.Aqui ele é apresentado na sua versão reduzida para piano e violão. Serenade, autoria de Laurindo, é dedicada a Garoto.

cvllos on Friday, 16 May, 2008
Excelente revelaçao! Muitissimo agradecido à generosidade de Jorge Mello em compartilhar essa riqueza. Que capa linda!

Anonymous on Friday, 16 May, 2008
meu caro zeca, há quanto tempo eu procuro este disco? 30, 40 anos? já perdi a conta… quaznto lhe devo? quanto lhe devemos?
abraço,
hélio

Did You Know? on Friday, 16 May, 2008
very nice blog… keep up the good work.. God Bless!!!

Alexandre Dias on Saturday, 17 May, 2008
Estou impressionado com o repertório deste disco. Não esperava encontrar o Laurindo de Almeida gravando o concerino No.2 para violão do Radamés. Obrigado Loronix e Jorge.

Um abraço

Mark on Sunday, 18 May, 2008
Just came across a copy of this album today, for a mere dollar. A fine recording by the master guitarist. Thanks for featuring this album or I might have missed it when flipping through the bins.

billinrio on Saturday, 15 August, 2009
Fantástico seu site. Adoro os discos de Laurindo Almeida. Tive, e depois perdi, o LP “The Spanish Guitars of Laurindo Almeida” que ganhou um Grammy em 1961. Foi o meu primeiro contacto com um músico brasileiro. Será que o disco está disponível em algum lugar?

billinrio on Saturday, 15 August, 2009
Fantástico, seu blog. Quando adolescente comprei um LP chamado “The Spanish Guitars of Laurindo Almeida”. Adorei. E despois perdí. Soube depois que o disco ganhou um Grammy de 1961. Você sabe, por acaso, onde posso achar um download deste disco? Um abraço.






.
.®

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Radamés Gnattali – Jóias Musicais Brasileiras (1954)

.
.
Originalmente postado no Loronix em 24 de Março 2009.
Comentários originais incluídos.







Hello, good evening! My Internet access stills very limited with extremely slow upload rates. I did not want to keep Loronix with no updates today and my solution was gathering a 10-inch album, which is not an issue since we have truly amazing albums to explore in the format.

This one is a perfect example, this is the second LP released by Maestro Radames Gnattali at Continental. For reasons that I cannot understand Radames Gnattali name is not available at the front cover, just like the first one. It is necessary to read the back cover for this information. I would like to remember that covers and individual tracks are always available at the end my writings as individual downloads; the covers are available as direct download links with no Rapidshare.
Let’s see.

This is Radames Gnattali – Joias Musicais do Brasil (1954), for Continental, featuring Radames Gnattali selections. arrangements and piano.

A small and not credited band makes the accompaniement. All my searches on this album failured, which was the way I choose to retrieve credit information on the good musicians we have here, especially the guitar and accordion player.

Tracks include:
 


01 – Rancho Fundo (Ary Barroso / Lamartine Babo)
02 – Despertar da Montanha (Eduardo Souto)
03 – Casinha Pequenina (Tradicional)
04 – Luar de Paquetá (Hermes Fontes / Freire Júnior)
05 – Nuvens (Eduardo Souto)
06 – Carinhoso (Pixinguinha / João de Barro)
07 – Guacyra (Hekel Tavares / Joracy Camargo)
08 – Linda Flor (Henrique Vogeler / Cândido Costa / Luiz Peixoto)
 


5 Comentários originais:

AdHoc on Tuesday, 24 March, 2009
Jóias Musicais Brasileiras (O Clássico da Música Popular Brasileira) foi lançado em 1954 pela Continental (LP-V-2002) em forma de LP de 10 polegadas, mas contém gravações feitas em 1953 lançadas originalmente em 78 rpm.
A informação nos selos dos 78 rpm é escassa: Radamés Gnattali e Orquestra. Algumas dessas gravações constam dos CDs “Mestres da MPB – Radamés Gnattali, volumes 1 e 2″ de 1994 e 1995. A outra metade era inédita (i.e. eu não tinha). Mais do que suficiente para me tirar do meu torpor loronixiano e escrever este comentário: Mille Mercis! Grande abraço. AdHoc

Alexandre on Tuesday, 24 March, 2009
Excelente Loronix!
Agradeço quando nos brinda com lançamentos de qualidade da nossa música instrumental brasileira como este pelo Radamés Gnattali.
Abraço

Oscar Bolão on Tuesday, 24 March, 2009
O guitarriste muitíssimo provavelmente é José Menezes e o acordeon é Chiquinho. O baterista, por ser meu mestre e conhecê-lo muito bem, é Lucuano Perrone pelo jeito de tocar. Abraços,

Oscar Bolão

jorge mello on Tuesday, 24 March, 2009
Concordo com o Bolão! A turma é aquela…um dos meus discos preferidos!!! Parabéns, Zeca!!!
Grande abraço!

Daniella Thompson on Tuesday, 31 March, 2009
Absolutely lovely album. Thank you so much.

A correction: the lyricist of “Guacyra” is Joracy (not Juraci) Camargo.
Also, since the lyricists of the other songs were named, it’s only fair to name those of “Linda Flor” as well. They are Cândido Costa and Luiz Peixoto (who wrote different lyrics but are traditionally included in the credits).
Thanks again for this jewel.

Anonymous on Saturday, 04 April, 2009
Thankyou so much – music of this era has a certain feel to it that cannot easily replicated



 
 
FLAC
.
.
 
 
 
 
 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Radamés Gnattali – Radamés Gnattali (1984)

.
.
Originalmente postado no Loronix em 18 de Novembro 2008.
Comentários originais incluídos.







Hello, good evening! I’m not a big fan of piano solo albums; they use to be very complex, requiring a lot of concentration until you understand everything. I’m not taking in consideration this is a piano solo album played by one of the greatest Brazilian musicians ever. If I took it for a spin without knowing this is Radames Gnattali, I would be also really impressed about this music.

I know we had previous piano solo albums played by Radames Gnattali, but what makes the difference here is the repertoire, full of tunes that we know by heart, making easy to understand Radames Gnattali improvisation at a first hearing.

I would like to say thank you to Jorge Mello, for another fantastic contribution to Loronix.

Let’s see.



This is Radames Gnattali – Radames Gnattali (1984), for Libertas, recorded live at Sala Cecilia Meirelles, Rio de Janeiro, December 1984. I can’t remember what I was doing on December 1984, but if I could travel back to the past, I would like to be at this concert. Front cover is also worth checking out with a Radames Gnattali drawing made by the unique style of Nassara. The back cover also includes a handwriting message by Antonio Carlos Jobim, inviting Radames Gnattali to drink a “chope” with “amendoim”.



Tracks include:

01 – Carinhoso (Pixinguinha / João de Barro)
02 – Ponteio (Edu Lobo / Capinan)
03 – Preciso Aprender a Ser Só (Marcos Valle / Paulo Sergio Valle)
04 – Corcovado (Tom Jobim)
05 – Chovendo na Roseira (Tom Jobim)
06 – Manhã de Carnaval (Luis Bonfá / Antônio Maria)
07 – Cochicho (Pixinguinha)
08 – Do Lago à Cachoeira (Sergio Ricardo)
09 – Nova Ilusão (José Menezes / Luis Bittencourt)





4 Comentários originais:

Alexandre on Tuesday, 18 November, 2008
Thank you for posting this extreme preciosity, Zeca Louro.
I hope you post more piano solo albums, and that you discover in them the universe that unfolds through a single instrument.

Fabio Bittencourt on Wednesday, 19 November, 2008
Parabéns pelo blog. É sensacional!

zecalouro on Wednesday, 19 November, 2008
Fábio, tudo bem?
Obrigado!
Hoje é um dia movimentado aqui, mais uma vez, o Noblat fez um post indicando o Loronix.
Aos novos amigos, sejam bem-vindos ao Loronix.
Abraços, zeca

GU Bruno on Saturday, 24 January, 2009
Olá, Zeca,

demais teu blog sempre pego muita coisa, abraços como este album.
Gu, filho do Jamil






FLAC
.
.


domingo, 9 de junho de 2013

Jacob do Bandolim – Epoca de Ouro | Jacob e Seu Bandolim em HI-FI (1958)

.
.
Originalmente postado no Loronix em 11 de Novembro 2008.
Comentários originais incluídos.







Hello again! Busy day at Loronix today, this is good. Before talking about this reposting, I would like to say that I received emails from friends who live outside Brazil asking for directions to purchase Charles Gavin’s book 300 Discos Importantes da Música Brasileira. My advice is to use Livraria Cultura on-line, they ship outside Brazil, in five continents, check this page to see Livraria Cultura shipping rates & policies. And good luck!

This is Jacob do Bandolim – Epoca de Ouro | Jacob e Seu Bandolim em HI-FI (1958), for RCA Victor. Jacob do Bandolim recorded this album in 1958, and it is really different from his regular choro releases. Jacob is backed by and orchestra arranged by Maestro Radames Gnatalli and Maestro Carioca with Maestro Zaccarias in charge of conduction. There is also a Conjunto, not with a traditional Choro formation, featuring bass, piano, sax and accordion performed by renowned Brazilian musicians. The first post was made with a mid 60’s RCA Candem reissue and this is the first RCA Victor original issue, featuring this beautiful cover that finally arrives at Loronix.

Tracks include:

Personnel

Jacob do Bandolim
(bandolim)

ORCHESTRA

Radames Gnattali
(orchestra arrangements at 01, 04, 05, 07, 08, 10)

Carioca
(orchestra arrangements at 02, 03, 06, 09, 11, 12)

Zaccarias
(orchestra conduction)

Santino, Parpinelli, Henrique Morelenbaum, Jorge Faini, Damiao Guimaraes, Julio Vieira, Carlos Noli Filho, Francisco Bernardo, Paulo Nissembaum, Roberto Domenech, Joao Correa de Mesquita, Raimundo Loyola
(violins)

Renault Araujo, Jacques Niremberg Jandavy de Almeida
(violas)

Ezio de Meis, Roberto Strutt, Eugen Ranevsky, Heinz Hertel
(cello)

CONJUNTO

Paulo Moura, Wilson
(sax alto)

Aurino, Fernando
(sax tenor)

Orfeu
(sax baritone)

Orlando
(accordion)

Fats Elpidio
(piano)

Jose Marinho
(bass)

Chuca-Chuca
(vibes)

Dino 7 cordas
(violao 7 cordas)

Maspoli
(electric guitar)

Paulinho, Barao
(drums)

Gilberto
(pandeiro)

Nelson
(cacheta)


Track List

01 – Caprichos do Destino (Pedro Caetano / Claudionor Cruz)
02 – Longe dos Olhos (Cristóvão de Alencar / Djalma Ferreira)
03 – Lá Vem a Baiana (Dorival Caymmi)
04 – Cigana (Paulo Roberto / Romualdo Peixoto “Nonô”)
05 – Já Sei Sorrir (Ataulfo Alves / Claudionor Cruz)
06 – Da Cor do Pecado (Bororó)
07 – Lábios Que Beijei (J. Cascata / Leonel Azevedo)
08 – Saudade Dela (Ataulfo Alves)
09 – Cessa Tudo (Lamartine Babo / Celso Macedo)
10 – Jardim de Flores Raras (Francisco Matoso / Romualdo Peixoto “Nonô”)
11 – Feitiçaria (Custódio Mesquita / Evaldo Ruy)
12 – Serra da Boa Esperança (Lamartine Babo)

2 Comentários originais:

jean lafite on Tuesday, 18 November, 2008
i love this guy. thanks Z

Preludiando on Saturday, 02 May, 2009
Que relíquia ! Parabéns !



FLAC
.
.

sábado, 6 de abril de 2013

Radamés Gnattali – Concerto Carioca Nr. 1 (1965)

.
.
Originalmente postado no Loronix em 06 de maio 2008.
Comentários originais incluídos.







Hello, good evening! Before presenting another special release sponsored by our great collaborator Jorge Mello, I would like to announce that we are very close to finish the work of reconstruction of all Loronix archive, and this is really great. What initially was considered a difficult and exhausting accomplishment became a unique opportunity to review all posts on an amazing, funny and really useful virtual tour of Loronix past.

I confess that I will miss these days and also the new resources created to monitor the work in progress, such like the small screens with links to the last finished weeks. These screens were really useful to motivate people to monitor the work in progress, getting along with albums that they never could have the chance without this event. I think less then a few days are necessary to have everything finished.

Meanwhile, I think it is time to check this beautiful album recorded by Maestro Radames Gnattali in 1965 in commemoration of 400 years of Rio de Janeiro city, featuring a fantastic participation of a very special guest, the legendary Ze Menezes.
Let’s see.

This is Radames Gnattali – Concerto Carioca Nr. 1 (1965), for Continental, featuring the piano and compositions of Radames Gnattali, Ze Menezes guitar and Orquestra Sinfonica Continental, conduced by Henrique Morelenbaum. This is a self-explanatory release, Concerto Carioca Nr. 1 is among the most acknowledged works of Radames Gnattali and the participation of Ze Menezes guitar is really worth checking.

Tracks include:

01 – 1º Movimento – Abertura Marcha-Rancho (Radames Gnattali)
02 – 2º Movimento – Canção (Radames Gnattali)
03 – 3º Movimento Valsa Seresteira (Radames Gnattali)
04 – 4º Movimento “Final” Samba (Radames Gnattali)

3 Comentários originais:

jorge mello on Tuesday, 06 May, 2008
No livro “Radamés Gnattali, o eterno experimentador, de Valdinha Barbosa e Anne Marie Devos, este concerto foi composto para as festas do IV Centenário do Rio de Janeiro- homenagem a Laurindo de Almeida.
Ainda de acordo com a mesma fonte, este Concerto foi apresentado pelos solistas e a OSTM no Theatro Municipal em 30 de março de 1965.
Radamés,nosso grande “maestro mais que soberano” conjugava o binômio qualidade e produtividade de maneira exemplar. Sua contribuição a Musica Erudita Brasileira é significativa e por várias vezes escreveu concertos e peças ligeiras para instrumentos tidos como populares, tais como o violão, gaita, acordeom e bandolim.
Cercava-se, para isso, de grandes instrumentistas como Edú da Gaita, Jacob do Bandolim, Chiquinho do Acordeom, Dilermando Reis,Laurindo Almeida, Garoto e José Menezes. Sobre este último, Radamés disse(ver Radamés Gnattali, de Aluisio Didier) que:” Toca tudo o Menezes:Cavaquinho,bandolim, guitarra, violão e é ainda um bom improvisador. Ele é lá do Nordeste e sei de uma história que o Padre Cícero botou a mão na cabeça dele”.

Guitarist on Tuesday, 06 May, 2008
Amazing! It is fantastic to find so much rare guitar repertoire at loronix, among so many fantastic popular records. Only Gnatalli could merge concert and popular music so well. This must be one of the very first electric guitar concertos, yes?

Alexandre Dias on Wednesday, 07 May, 2008
Excelente post, Zeca Louro. Obrigado.
Você por acaso possui o disco “Cantares Brasileiros II – A Valsa”? Seria uma contribuição ótima, pois é um disco que nunca consegui achar. Tenho o Cantares Brasileiros I – A Modinha, que é impressionante (e aliás conta com a participação do Radamés em várias faixas, inclusive tocando cravo, e acompanhando a Nara Leão). Também seria um ótimo adendo. Ambos os discos são promocioniais, e até onde sei, nunca foram comercializados.
Um abraço

.
.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Lenita Bruno e Orquestra – Musica: Antonio Carlos Jobim, Poesia: Vinicius de Moraes | Por Toda Minha Vida (1959)

.
.
Originalmente postado no Loronix em 27 de abril 2008.
Comentários originais incluídos.


 No RF&E já houve uma postagem sobre a música "Por Toda Minha Vida".
Aquela postagen fez parte da "Semana de Antonio Carlos Jobim no RF&E".





It is amazing how maturity makes us take things from a different perspective. That’s the feeling I had when took this album again for a hearing, perhaps after more than a decade interval.

My previous opinion was of a dated album, which got stuck in time through a style of interpretation and arrangements that was out of my preferences.

However, since the day Jose Matos gave it to our community, I take it for a spin every day. Thank you again Jose Matos. Now it is time to show it to Loronixers. Let’s see.

This is Lenita Bruno e Orquestra – Musica: Antonio Carlos Jobim, Poesia: Vinicius de Moraes | Por Toda Minha Vida (1959), for Festa, featuring arrangements by Maestro Leo Peracchi, Lenita Bruno’s husband at that time and not credited at the album due contractual obligations with Odeon. It is really nice to hear very different renditions of well-known Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes music with the beautiful Lenita Bruno lyric singing with the reduced, but perfectly adequate arrangements by Maestro Leo Peracchi. 


Maestro Radames Gnattali plays piano at Canta, Canta Mais, which is the track selected to Loronix Preview Center. I made several attempts to clean the back cover with no success; it brings liner notes by Antonio Carlos Jobim. You will find a version with no image processing inside the music. If someone skilled on Photoshop can make it, I will really appreciate.

Tracks include:

01 – Por Toda Minha Vida (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
02 – Serenata do Adeus (Vinicius de Moraes)
03 – Estrada Branca (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
04 – Soneto da Separação (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
05 – Valsa de Orfeu (Vinicius de Moraes)
06 – Canção de Amor Demais (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
07 – As Praias Desertas (Tom Jobim)
08 – Eu Sei Que Vou Te Amar (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
09 – Canta Canta Mais (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
10 – Modinha (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
11 – Cai a Tarde (Tom Jobim)
12 – Sem Você (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
13 – Eu Não Existo Sem Você (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)


A música "Eu Não Existo Sem Você" é a música N° 3 no Rádio F&E do Martoni no SoundCloud aqui à direito da pagina.>>


4 Comentários originais

Anonymous on Sunday, 27 April, 2008
Prezado Sr. Zeca: Se eu diz que lhe agradeço enormemente este disco, não posso quantificar quão enorme esse enorme pode ser, pois em todos os aspectos é uma verdadeira beleza. Me alegra muito saber que tem reconsiderado sua opinião e isso é bom, já que a vida está cheia de formosos detalhes, mas só o passo do tempo nos ajuda a reconhecerlos e apreciarlos. Permite que eu lhe peço um pequenho favor: Quando você poda e tenha um pouquitinho de tempo ¿pode reativar o link de Lenita Bruno “Work Of Love”? Faz algum tempo que eu intentei baixar esse disco mas o link está desativado. A você lhe gosta Baden Powell e a mim me gosta Laurindo Almeida. A vida e assim, cheia de contrastes. Isso é o belo que tem e o que la faz bela. Uma vez mais agradecida. Grande abraço
Nina

Angela Chaloub on Monday, 28 April, 2008
Zé Mattos e Zeca,

Quero agradecer a vocês essa raridade em nome dos membros da comunidade JOBIMANÍACOS.
Estávamos a procura desse disco que é histórico.
O TEXTO DA CONTRA CAPA É DO TOM.
Vou colocar aqui o link referente ao texto:
http://www.jobim.com.br/cgi-bin/clubedotom/discfr.cgi?cmd=disco&url_disco=portoda/portoda.html
MaIs uma vez obrigada Zeca.

IvanMarkx on Thursday, 27 November, 2008
Ah! Conjugar Loronix com Angela Chaloub é causar ‘A Felicidade’ geral. Valeu!!!

Rodrigo Peracchi on Friday, 02 January, 2009
Olá amigo,
é tempo de comemorar os 50 anos desta verdadeira obra de arte!!!
Obra que trouxe afirmação aos grandes gênios da musica brasileira; interpretado magestosamente pela diva Lenita Bruno( e pensar que Nara Leão é lembrada como a musa da bossa nova…); uma pena que o esquecimento tenha pairado sobre aqueles “a quem não tenho permissão para citar nesta contracapa(…)”
Parabéns pela memória e pelo Blog!



.
.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes - Brasilia | Sinfonia da Alvorada (1961)

.
.
Originalmente postado no Loronix em 20 de outubro 2007.
Comentários originais incluídos.







Hello, good morning! This post demanded a lot of work and I'm convinced the effort really worth. Actually, this is the repost of an already released album at Loronix. I spoke with Caetano Rodrigues about this album and the way he came to my hand and he could not believe on everything I said. Caetano said he took ten years hunting this LP until he got it on a quite an expensive price.
He said also that is not easy to get it with the booklet made available here with the music and by the scrolling panorama bellow. The booklet features instructions on how to perform the Symphony, in Portuguese, English, French and a couple of other languages that I could not identify. Everything is upgraded, cover scans and music, including the FLAC format as an option. I'm making available my original writing with slight modifications. Let's see.

In October 06, 2006, zecalouro said:

In 1958, Juscelino Kubitschek, president of Brazil, asked Vinicius de Moraes and Antonio Carlos Jobim to compose a symphonic suite to be used at the opening ceremony of a city that was being built in the middle of Brazil to be the new capital in April 21st, 1960.
Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes spent a time at the new city before the inauguration to get around the place and get inspiration needed to such important mission. In spite of the symphony was composed timely, for unknown reasons, it was not performed on the inauguration day.






This is Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes - Brasilia | Sinfonia da Alvorada (1961), recorded in November 1960, at studio. Tom is conducting the orchestra with the participation of Radames Gnattali (piano), Vinicius de Moraes (words, poetry), Elizeth Cardoso (voice) and Os Cariocas (voices).
Sinfonia da Alvorada had the first live performance only in 1966 at the TV station Excelsior in Sao Paulo.
Take a time to check the scrolling panorama below to see how front and back cover created by Oscar Niemeyer matches on a single image and the booklet already mentioned.










Tracks include:

01 - O Planalto Deserto (Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes)
02 - O Homem (Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes)
03 - A Chegada dos Candangos (Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes)
04 - O Trabalho e a Construção (Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes)
05 - Coral (Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes)



Martoni:
Este é um "repost" deste disco. A primeira publicação no RF&E foi no dia 30 de janeiro 2008 como "Album da Semana".




18 Comentários originais:

rodrigo - rj said...
som Obrigatorio. Vinicius contribui de forma sutil neste trabalho.
Gostaria de saber se esta incrivel obra foi comcebida na mesma epoca em que vinicius escreveu o 'Orfeu'.
Saturday, 07 October, 2006

zecalouro said...
Rodrigo,
Obrigado por comentar.
4 anos separam "Orfeu" 1956 e Sinfonia da Alvorada (1960).
Quanto ao Vinicius, ele era diplomata e certamente se dedicou bastante para atender esse pedido do JK.
A sinfonia não foi executada na inauguração de Brasilia porque ficou cara demais a infraestrutura que seria montada para o concerto.
Velhos tempos...
Abraços, zecalouro
Saturday, 07 October, 2006

John Lester said...
Grande Zeca, estamos na área.
Grande abraço, John Lester.
Saturday, 07 October, 2006

Anonymous said...
Zeca: Sou um dos inúmeroa anônimos que se beneficia do seu trabalho, mas hoje estou lhe escrevendo para agradecer pela Sinfania da Alvorada, que perseguia há anos. Você deveria ser condecorado. Faz mais pela cultura brasileira do que muito figurão graduado que ainda por aí (principalmente em Brasília).
Obrigado, de novo. D. Dantas, Natal.
Sunday, 08 October, 2006

zecalouro said...
Daniel,
Belas palavras! Faço o Loronix com muito orgulho. E digo: eu sou um dos maiores usuários do blog, só mesmo assim para ter disciplina para ouvir toda essa grande música.
E se você tiver outro desafio impossível como esse da Sinfonia da Alvorada, escreva para mim, gosto disso.
Forte Abraco, zecalouro
Sunday, 08 October, 2006

rodrigo - rj said...
Entao zecalouro, tenho um pequeno desafio pra voce.
sou fã do moacir santos e acredito que o album que nao consegui ate hoje foi o "Maestro" de 1973, pelo selo da Blue Note.
Voce tem esse LP?
abraço,
Rodrigo - rj
Sunday, 08 October, 2006

stewartski said...
Hello Loronix - you have a great blog here, and I've been introduced to some great music which otherwise I would never have heard, so many thanks for that.
Is there any chance to have this record posted on rapidshare.com instead of rapidshare.de? Or do you know a way for my rapidshare.com account to access rapidshare.de shares?
Thanks again
Stewartski
Friday, 09 March, 2007

Eduardo F Pompeo said...
Esse álbum é uma coisa divina!
Mistura o maior compositor, o maior poeta e as ilustrações do maior arquiteto brasileiro!!!
Lindo!!!
Sunday, 21 October, 2007

mgirao said...
Tudo bem que Tom e Vinícius são nossos heróis musicais, e o merecem.
Mas essa sinfonia me parece de sacanagem com Jucelino. Será que vocês ouviram mesmo o texto "O Trabalho e a Construção"? Que música é esta? Não tem a ver com Tom; o texto não é Vinícius. Ou não deveria sê-lo.
Na minha opinião, deveria ser apagada da memória desses dois grandes artistas.
Sunday, 23 November, 2008

AdHoc said...
mgirao, seu comentário só demonstra sua falta de conhecimento (ignorância) à respeito do Brasil do final dos anos 50 / começo dos 60, da complexidade da música do Tom e da obra literária do Vinícius. E que bobagem é essa de querer "apagar essa obra da memória desses dois grandes artistas" só porque você acha que não gosta?
Sunday, 23 November, 2008

mgirao said...
AdHoc:
Fiz um comentário sobre a música, que mantenho na íntegra, e você parte para a agressão pessoal. Eu entendo que isso é típico de trogloditas sem argumentos e o desculpo por isso, mas esse não é o espírito desse excelente e amável Blog.

Agora, tentando responder-lhe, conhecimento ou não a respeito do Brasil de 50 não aumenta nem diminui a capacidade de analisar uma obra musical. Foi exatamente por respeitar a obra literária e músical de Vinícius/Tom que sugeri apagar esta obra de sua memória. Como literatura, é uma lixo de propaganda política; como música, é apenas um apanhado de sons sem sentido, com passarinhos piando e uma pretensa modernidade mal compreendida por Tom.
Agora, você e outros têm o pleno direito de discordar dessa opinião.
Sunday, 23 November, 2008

AdHoc said...
Mgirao, não era agressão pessoal. Eu confesso publicamente minha ignorância (falta de conhecimento) sobre vários e múltiplos aspectos da cultura brasileira, não acho nada errado nisso, ninguém sabe tudo, mas evito fazer comentários peremptórios em blogs que tratem destes aspectos, para não fazer papel de tolo.

Você acha que a Sinfonia da Alvorada "como literatura, é um lixo de propaganda política; como música, é apenas um apanhado de sons sem sentido, com passarinhos piando e uma pretensa modernidade mal compreendida por Tom". Você também acha que "conhecimento ou não a respeito do Brasil de 50 não aumenta nem diminui a capacidade de analisar uma obra musical", mesmo tratando-se de uma obra musical sobre a construção de Brasília, abordando temas eminentemente políticos e sociológicos como a industrialização do pais, as migrações internas, sem falar na revolução estética da arquitetura e do urbanismo da cidade. Sinto muito, mas realmente dá para pensar que sua leitura da obra e sua opinião são bastante superficiais.

Talvez alguém com tempo e paciência possa lhe explicar algumas coisas a respeito de arte e contexto. Não é o meu caso. Só lhe deixo uma sugestão: ouça repetidamente e com atenção todos os discos do Tom e também as sinfonias e os poemas sinfônicos do Villa-Lobos (Erosão, Amazonas, Dawn in a Tropical Forest, Floresta do Amazonas, Uirapuru). Talvez você compreenda de onde veio a Sinfonia da Alvorada e para onde ela foi. Que ela contém em germe muita coisa que o Tom fez depois; que está presente, em forma e/ou conteúdo, em discos tão variados quanto "Stone Flower", Matita-Perê, Urubu, Gabriela (trilha sonora do filme) para citar só alguns; que quando o Chico Buarque homenageia o Tom na música "Paratodos", retoma o andamento do terceiro movimento da sinfonia "Chegada dos Candangos (e o Caetano retoma literalmente a melodia do Tom como citação no começo de uma música, mas agora não me lembro em que disco); ou seja, é uma obra fundamental na evolução musical do Tom.

Sobra o que me parece ser o problema principal de seu comentário, e que motivou a minha resposta. Você continua achando que como você não gosta da Sinfonia da Alvorada, ela deveria ser "apagada da memória destes grandes artistas". Minha primeira reação é de achar graça, que alguém possa querer decidir quais são as obras de arte que devem ser preservadas na memória coletiva. Mas aqui também, um certo conhecimento histórico é importante para evitar esse tipo de tolice. No Brasil da década de 70, o famigerado Departamento de Censura Federal do Reino dos Generais fazia exatamente isto que você está querendo, apagar da obra de artistas, as músicas, os livros, os filmes e as peças de teatro que não se enquadravam na ordem moral e política vigente. Não foram bons tempos para a cultura brasileira e para os artistas em questão.

Você tem razão em relação ao espírito amável desse blog fantástico. A riqueza, a variedade e o ecletismo da música brasileira fora de catálogos comerciais são evidentes no Loronix. E tem para todos os gostos. Desde o começo do blog em 2006, nos comentários há elogios e críticas à forma e ao conteúdo. No entanto, acho que seu comentário é o único que propõe veladamente que se censure uma obra, porque você não está de acordo com as idéias políticas da letra e não gosta da música.

Então, respire fundo, conte até três, vá ao cinema ou divirta-se como você puder, mas deixe de lado essa mania de querer censurar a arte dos outros. Se a sinfonia do Tom e do Vinícius continuar a lhe dar comichão nos dedos, delete o arquivo de seu computador, não pense mais nela, e nos deixe, nós que a apreciamos, em paz.
Monday, 24 November, 2008

mgirao said...
AdHoc:
Não quero polemizar sobre o que é ser educado ou não. Mas, uma coisa é se admitir ignorante, outra é chamar os outros de tal.

Pelo seu novo comentário, é obvio que você não sabe mesmo separar uma resposta crítica de adjetivações pejorativas ao seu oponente.

A tal Sinfonia não se embebeu em Villa-Lobos, mas, claramente, em Debussy e algo de Ravel (alguém com tempo, também poderia lhe explicar melhor essa faceta). Acho um tremendo exagero dizer que seus temas foram inspiração de outras músicas geniais de Tom. Afinal, ele e Vinícius levaram apenas 10 dias para compô-la no "catetinho" em Brasília, enquanto não estavam passeando pelo mato ou tomando umas e outras com os políticos de então. Tanto é que, depois disso, Tom nunca mais se aventurou pela música erudita (ainda bem!).

Você tenta me indispor com os companheiros desse Blog dizendo que eu preconizo a censura ao pedir que se "apague da memória desses artistas" esta Sinfonia. Ora, claro que sou radicalmente contra a censura. Este meu comentário foi claramente metafórico no sentido único de dizer que tal obra nem de perto merece um lugar ao lado de todo o resto que ambos os artistas produziram. Só isso, e espero que muita gente deva ter entendido assim.

De resto, o seu blablablá de contexto histórico etc. é estória para boi dormir. Música é música, arte é arte, e pronto. O contexto pode até servir de inspiração ao artista, mas não lhe garante a qualidade do que produz.

Para finalizar, é típico de um país complexado a transformação de seus poucos heróis em santos infalíveis. Não faço parte desse pedaço de meu Brasil. Tom, Vinícius e muitos outros artistas importantes, produziram também muita ninharia, o que é normal. Podemos até reverenciá-las pela origem, mas não pelo ufanisnmo tolo.
Wednesday, 26 November, 2008

AdHoc said...
mgirao, constato que sua opinião sobre a Sinfonia da Alvorada evoluiu nestes últimos dias. Que ótimo. Já não se trata mais de um "apanhado de sons sem sentido, com passarinhos piando". Agora a "...Sinfonia não se embebeu em Villa-Lobos, mas, claramente, em Debussy e algo de Ravel". Mas, continuo tendo a impressão que você está opinando sobre algo que não conhece bem. Sua afirmação "Tom nunca mais se aventurou pela música erudita (ainda bem!)" é mais uma vez errônea. Tempo do Mar e The Mantiqueira Range, ambas do LP Matita Perê são poemas sinfônicos. Crônica da Casa Assassinada, também gravada no mesmo LP é uma suíte para piano, orquestra e canto em que cada um dos movimentos homenageia um compositor (Stravinsky, Villa-Lobos, Debussy e Chopin se não me engano). Saudade do Brasil e Arquitetura de Morar, ambas do LP Urubu também são poemas sinfônicos. Estas e outras obras claramente eruditas do Tom foram regravadas em 2002 pela Biscoito fino em um CD duplo que se chama .... "Jobim Sinfônico". Outros exemplos podem ser encontrados no CD Songbook Instrumental produzido pelo Almir Chediak. Há também o CD que acompanha a biografia "Tom Jobim, Um Homem Iluminado" escrita pela Helena Jobim. Tom ao piano, em sua casa, toca entre outras coisas as versões originais, nitidamente eruditas, das peças que mais tarde viriam a ser Anos Dourados e Luiza, essa última, uma valsa "debussiana" que ele chama "Par Elegance, J'ai Perdu Ma Vie". Parece que você desconhece todas estas composições e gravações importantes.

É uma boa notícia saber que seu comentário sobre "apagar a Sinfonia da Alvorada da memória destes grandes artistas" era "claramente metafórico". Considerando que Loronix se tornou um verdadeiro repositório da memória musical brasileira, eu que contribuo de quando em vez dentro das minhas modestas possibilidades a aumentar seu acervo, cá estou mais tranquilo.

Foi divertida esta troca epistolar, mas tudo que é bom tem que acabar. É difícil lhe levar muito a sério, se a cada comentário você demonstra falta de conhecimento sobre o que esta falando. E além do mais, profere leviandades do tipo "blablablá de contexto histórico etc é estória para boi dormir. Música é música, arte é arte, e pronto" como se fossem afirmações categóricas. Há milhares de livros, teses, trabalhos universitários e artigos sobre a questão (1.400.000 citações no google para "ART" and "CONTEXT"). Informe-se. Ou trata-se também de um comentário "claramente metafórico" de sua parte?

Saudações.
AdHoc

PS/ O seu último parágrafo é mais interessante que todo o resto que você escreveu. O problema é que você generaliza demasiado e não questiona o suficiente a veracidade de suas afirmações. Acaba enfraquecendo a idéia que você quer passar. O Vinícius, certamente também produziu ninharias, como muitos outros grandes artistas. A sua fase Toquinho tem altos e baixos (comparado ao que ele já tinha escrito; no absoluto ainda era bastante razoável). Acho que o Tom o fez bem menos, morreu no auge de sua capacidade criativa, e não dá para por os dois no mesmo barco, ao menos no que diz respeito a ninharias.
Wednesday, 26 November, 2008

mgirao said...
AdHoc:
Regogize-se: conseguiu me pegar. Realmente, esqueci das "canções" eruditas, ou sinfônicas, citadas por você, essas sim, belíssimas e que devem ser ouvidas 500 vezes. Mesmo assim, não passaram pequenas de pérolas no oceano musical de Jobim.

De resto, você tem razão em acabarmos essa "troca epistolar" pois já me enchi desse seu ar professoral arrogante e pretensioso, típico de pseudo-intelectual que arrota "cultura" de orelha de livros e, mais modernamente, consultas ao google e wikipedias.

Deixo-o aos seus amigos para que os ilumine com sua infinita sabedoria (será que eles agüentam?).
Thursday, 27 November, 2008

mgirao said...
antes que o prof. me corrija: é "regozige-se" ou ainda, rejubile-se.
Thursday, 27 November, 2008

mgirao said...
o prof me deixou atônito: é regoziJe-se (uffa!).
Thursday, 27 November, 2008

Sérgio said...
Excelente post....muito obrigado!
Friday, 17 April, 2009




.
.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sinter - 5o Aniversario do Lancamento do 1o Long-Play Nacional (1956)

..
Originalmente postado no Loronix em 21 de maio 2007.
Comentários originais incluídos.









I’m very smart on saving this album for a special occasion, Caetano's Birthday. I hope this album can thrill the master. I'm quite sure that Caetano has it on his never-ending vinyl collection, but the idea is celebration and this album is perfect for the occasion. Let's see.

This is Sinter - 5o Aniversario do Lancamento do 1o Long-Play Nacional (1956), for Sinter, a very special album for Caetano's birthday, the legendary Sinter label tribute to the 5th anniversary of the first Brazilian LP in 1951. Sinter made a compilation of their main 10-inches released between 1951 to 1956, a truly unique and amazing album featuring sixteen tracks and 42 minutes of music, something really hard to see by that time. The cover artwork is also amazing with thumbnails of early Sinter 10-inches, the original releases of this fantastic compilation. Happy Birthday, Caetano.


Tracks include:
The Artists

Orquestra Melodica de Lyrio Panicalli
Ataulfo Alves e Suas Pastoras
Radames Gnattali
Almirante
Paulo Tapajos
Vanja Orico
Jorge Fernandes
A Velha Guarda
A Lyra de Xopoto
Ismael Silva
Jacques Klein
Eduardo Patane
Floriano Faissal
Britinho
Lamartine Babo
Mario de Azevedo

Track List

01 - Valsa de Uma Cidade - Orquestra Melódica de Lyrio Panicali
02 - Ai Que Saudades da Amélia - Ataulfo Alves e Suas Pastoras
03 - Cai Cai - Radamés Gnattali
04 - Olha o Grude Formado - Almirante
05 - Luar do Sertão - Paulo Tapajos
06 - Peixe Vivo - Vanja Orico
07 - Aruanda - Jorge Fernandes
08 - Flor do Abacate - A Velha Guarda
09 - Capitão Francisco Sena Sobrinho - Lira de Xopotó
10 - Adeus - Ismael Silva
11 - Risque - Jacques Klein
12 - Churrasca - Eduardo Patane e Floriano Faissal
13 - Pois É - Britinho
14 - Linda Morena - Lamartine Babo
15 - Prenda Minha - Mario de Azevedo
16 - Essa Negra Fulô - Jorge Fernandes


1 Reply to "Sinter - 5o Aniversario do Lancamento do 1o Long-Play Nacional (1956)"

Andrea on Tuesday, 22 May, 2007
Caramba! Que pérola!
O presente é pro Caetano, mas não posso deixar de tirar uma casquinha.rssss
Não canso de repetir que o seu blog é o melhor que já vi, meu sonho de consumo. Um dia ainda terei um assim. rsssss
Zeca, obrigada por sua generosidade e pelo tempo que dedica aos uploads. É um presente atrás do outro.
Beijos.



.
.