Neste blog muita informação sobre a história da Bossa Nova.
Acesso direto às publicaçòes no Rádio Forma & Elenco sobre:

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Zecalouro, - Elis Regina , - Dick Farney , - Zito Righi


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domingo, 25 de janeiro de 2015

Turma da Pilantragem – O Som da Pilantragem (1968).

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Originalmente postado no Loronix em 25 de julho 2006

Here we go again on another weird release that zecalouro asks for some teamwork to gather information.

This is A Turma da Pilantragem – O Som da Pilantragem (1968), a legendary album from some sort of cultural movement from the late 60’s called Turma da Pilantragem, lead by Carlos Imperial with the participation of Wilson Simonal. Essentially, the Pilantragem movement was all about having life for fun, drive sports cars and get all the beautiful girls in town. Pretty good, no?


Martoni:
Isto é A Turma da Pilantragem – O Som da Pilantragem (1968), Polydor - LPNG 44.021.


Tracks:

01 - Não Tenho Lágrimas - Ela é Demais - Tristeza que Dói
02 - Lá Vem Ela (De Como um Garoto...) - Da Nela, Saudade
03 - Peixe Vivo - Lapinha - Uni-Duni-Té - Margarida
04 - Kalu
05 - Lata Dágua - Risque
06 - Procissão - Deixa Quem Quiser Falar - Yes, Nós Temos Bananas
07 - Estamos Aí - Balanço Zona Sul
08 - Nós e O Mar - O Cantador - Sá Marina
09 - Dó Ré Mí - Primavera - Gosto Que Me Enrosco
10 - Manifesto - Sambou, Sambou - O Passarinho
11 - Pasarinho da Lagoa - Ponteio - Upa, Neguinho
12 - Vesti Azul - Onoce Ono Kono - Marancagalha


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domingo, 19 de agosto de 2012

Billy Blanco – Historia da Musica Popular Brasileira Nr. 32 (1971)

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Originalmente postado no Loronix em 21 de setembro 2007.
Comentários originais incluídos.







I’m not sure that everybody will remember when I introduced Loronixers to a series of albums dedicated to Brazilian artists with Chico Buarque edition on Historia da Musica Popular Brasileira – Serie Grandes Compositores. You can check Chico Buarque albumhere.

Now it is time to get along with another series, which is my favorite, Historia da Musica Popular Brasileira, easily identified by this back cover. This series was released from 1970 to 1971 and it is very easy to find on old vinyl shops in Rio. Each edition comes with biography, beautiful color photos and something that is really great an LP in the 10-inch format featuring a compilation.

This is Billy Blanco – Historia da Musica Popular Brasileira Nr. 32 (1971), for Abril Cultural, featuring eight Billy Blanco compositions, performed by Lucio Alves, Isaura Garcia, Jorge Veiga, Doris Monteiro, Maysa, Jamelao, Wilson Simonal and Billy Banco. I think Billy Blanco choice is correct; he is a very important Bossa Nova artist with less than a few albums available at Loronix.

Tracks include:






The Performers

Lucio Alves
Isaura Garcia
Jorge Veiga
Doris Monteiro
Maysa
Jamelao
Billy Blanco
Wilson Simonal

Track List

01 – Viva Meu Samba – Lucio Alves
02 – A Banca do Destino – Isaura Garcia
03 – Estatutos da Gafieira – Jorge Veiga
04 – Mocinho Bonito – Doris Monteiro
05 – Sinfonia do Rio de Janeiro – Jamelao & Maysa
06 – Camelo – Billy Blanco
07 – Piston de Gafieira – Jorge Veiga
08 – Rio meu Amor – Wilson Simonal


Martoni: Como podem verificar no back cover o nome certo da música N° 2 é "A Banca do Distinto"

Comentários originais:

bossanovadreamer said…
Zeca this is great this album where other artists sing songs of Billy Blanco, one of the greatest Bossa Nova composers. I really thank you very much.
Best wishes
Friday, 21 September, 2007

Anonymous said…
É incrivel como Billy Blanco foi uma espécie de cronista musical carioca nos anos 50.
Saturday, 22 September, 2007





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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Wilson Simonal – S’imbora (1965)

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Originalmente postado no Loronix em 29 de agosto 2007.
Comentários originais incluídos.







My approach to the whole discography of this great artist is unique. I use to listen to his music several times before showing to Loronixers. Perhaps it is the need of saying something new every time or the responsibility to show a new album by one of the top five most popular artists at Loronix. Everybody likes Wilson Simonal. I spoke this week with the Green Eyed Lady and for my surprise; the Jazzy Lady is also a big fan of this great artist.

This post is dedicated to Max de Castro and Wilson Simoninha, Loronixers since the very first beginning and one of the most open and friendly artists I had the chance to know with Loronix. You are the guys!

This is Wilson Simonal – S’imbora (1965), for Odeon. S’imbora is the fourth Wilson Simonal career album. The repertoire selection is a must with a nice selection of Bossa Nova standards. Odeon delivers a dream-team of arrangers to Wilson Simonal, including Eumir Deodato, Lyrio Panicalli and Erlon Chaves, each one in charge of a given track, as described at track listing.

Tracks include:

01 – Mangangá (Geraldo Nunes) (1)
02 – Fica Mal Com Deus (Geraldo Vandré) (2)
03 – Sonho de Um Carnaval (Chico Buarque) (1)
04 – Samba do Carioca (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes) (2)
05 – Duas Contas (Garoto) (3)
06 – Se Todas Fossem Iguais a Você (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) (2)
07 – Ladeira do Pelourinho (Jair Amorim / Evaldo Gouveia) (3)
08 – Balanço Zona Sul (Tito Madi) (1)
09 – Nós Dois (Silvio César) (3)
10 – O Apito no Samba (Luis Bandeira / Luis Antônio) (3)
11 – O Teu Amanhã (Durval Ferreira / Regina Werneck) (2)
12 – Lenda (Marcos Valle / Luis Fernando Freire) (3)

Arrangements by: (1) Erlon Chaves
Arrangements by: (2) Eumir Deodato
Arrangements by: (3) Lyrio Panicalli



Martoni:
Em novembro 2008 publicamos aqui um depoimento do meu amigo e fã incondicional (igual eu) do artista Wilson Simonal, Franz Kreuther de nosso Belém do Pará.
Esta colaboração pode ser encontrado aqui:  Parte 1 e Parte 2.
O comentário da maior fã de Wilson Simonal, Meire Bottura, está aqui. 


Franz tambem criou o selo Bossa Simonal


4 Comentários originais:

Raphael Morone said…
Sensacional! Graças ao Loronix eu tenho cerca de 15 albums do grande Simonal. É sempre legal quando há posts falando sobre ele por aqui, muita gente deveria conhecer esse maravilhoso cantor, que fez um som único em sua época.
O Simoninha parece ser realmente um cara muito legal, o que eu ouvi dele em termos musicais também pareceu muito bom, um negócio meio lounge com samba e soul, vale a pena!
Abraço e parabéns pelo blog! Além de toda a parte músical, está sendo muito útil em matéria de ver as capas dos discos, por qual sou fascinado. Garante uma bela referência visual pra mim que sou Designer Gráfico.
(E desculpe por não postar em inglês hehehe)
Friday, 31 August, 2007

Rogério Coimbra said…
Muito bem colocado. Simonaal foi um grande intérprete, mexeu com os arranjos, mudou muita coisa no cantar brasileiro, criou um “a la Simonal”, enfim, um grande artista. Loronix nota 10, sempre.
Deu branco. Quem era a vocalista ?
Grato.
Friday, 31 August, 2007

zecalouro said…
Rafael,
Puxa, muito bacana essa sua percepção do Loronix. Eu acho as capas muito importantes e tenho vários discos que não são publicados em razão das capas não estarem em bom estado. Obrigado.
Rogério,
A moça que canta a faixa 06 é a Rosa Maria. Desculpe não ter informado anteriormente.
Abraçs, zeca
Friday, 31 August, 2007

Rogério Coimbra said…
Obrigado Zeca pela lembrança da Rosa Maria e, mais ainda, obrigado pela Maria Lúcia Godoy no Canto da Amazônia, aquele trabalho fantástico no qual há o registro de uma pequena porção do coração de Waldemar Henrique. Aliás, já surgiu aqui o primeiro disco da Fafá de Belém, o Tamba – Tanjá ?
Saturday, 01 September, 2007





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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Comentário de Meire Bottura sobre a publicação sobre Wilson Simonal

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Comentário de Meire Bottura sobre a publicação

A Vida do Wilson Simonal não foi muito "Bossa Nova"
da autoria de Franz Kreutner e publicado no blog “Rádio Forma & Elenco”
parte 1 - 27 de nov. 2008
parte 2 - 02 de dez. 2008


Meire Bottura disse...


Martoni e Franz, que beleza de texto! Parabéns a ambos, Simonal merece.


Infelizmente, apesar de iniciativas como a de vocês, e de tudo o que já foi dito e esclarecido sobre o suposto envolvimento dele com a repressão, ainda surgem por aí muitos comentários conflitantes. Penso que não deveria ser assim, no entanto, é bom que isso aconteça para que, quem sabe, o brasileiro finalmente se interesse pelo que realmente importa – a obra que ele nos deixou. Se tiver de ser desta forma, que seja, afinal, o assunto ganhou tamanha proporção que acabou por encobrir a magnitude do artista.


O tema desperta paixões e discussões calorosas e vira-e-mexe surgem, principalmente na internet, comentários de pessoas que desconhecem os fatos e tampouco se preocupam em checar, apenas pegam carona no momento e manifestam opiniões com base no senso comum e em diz-que-diz. Outros, questionam processos judiciais que na época atingiram os seus pares, porém, se contradizem ao validá-los quando estes corroboram as suas opiniões. Coerência não é – não deveria ser – excludente conforme a pauta.


Penso que é preciso saber distinguir o artista de sua obra: ele pode ser revolucionário na arte e reacionário na vida particular, ou vice-versa. Porém, admito, eu repudiaria veementemente Wilson Simonal se ele realmente tivesse colaborado com os órgãos de repressão, porque, ao contrário de grande parcela dos brasileiros, procuro saber o que acontece em meu país e tenho a exata noção do que foi o regime militar e suas conseqüências.


Não estou dizendo que Simonal era santo; ele cometeu um gravíssimo erro no infeliz episódio com o ex-contador. Mas, não esqueçamos, ele foi processado, condenado e cumpriu a pena – pagou a dívida com a sociedade. Entretanto, o desfecho foi outro, sua ingenuidade beirou à burrice, ele não percebeu a seriedade da situação e achou que sua condição de artista famoso lhe daria respaldo. Resultado, deu munição para os que queriam vê-lo pelas costas: a mídia e a classe artística.

Para que entendamos a complexidade do assunto, é preciso frisar que Simonal era considerado persona non grata tanto pela esquerda, quanto pela direita. Era tido como perigoso porque dominava a massa – contra fatos não há argumentos. O estopim da história foi o testemunho do policial Mário Borges ao justificar o uso das dependências do dops para interrogar Rafael Viviani (contador de Simonal, suspeito de roubo). Borges, em sua própria defesa, mentiu em juízo: afirmou ter acreditado que o contador era um terrorista perigoso porque Simonal era um informante (da repressão) de longa data. Entretanto, o inspetor Vasconcelos – superior direto do policial – desmentiu a declaração, mas este depoimento ESTRANHAMENTE não ganhou as páginas dos jornais. Esclareço, a afirmação não é minha, consta no inquérito criminal instaurado pelo promotor público Pedro Fontoura na 23ª Vara Criminal do Rio de Janeiro (então Guanabara) em 13 de outubro de 1972.


O depoimento do Inspetor Vasconcelos desmentindo o policial acabaria de vez com as especulações, mas, certamente não venderia jornais. Já vimos este filme, não são poucos os casos que conhecemos. Simonal foi desmoralizado porque a mídia promoveu uma campanha sórdida contra ele e, convenientemente, a classe artística tratou de engolir rapidinho toda a história.


Dizem que Simonal cavou a própria cova porque era arrogante e metido. Sim, era mesmo, mas, qual é o problema, é crime? A meu ver, ele não destoava em nada de tantos outros artistas a não ser pelo pecado de ter nascido negro. Simonal incomodava porque não dizia amém à sociedade racista da época. Não é difícil imaginar o burburinho em torno de um negão boa-pinta, desfilando a bordo de carrões e derretendo o coração das lourinhas de família. Era um sacrilégio, a sociedade não engolia. Se fosse branco, certamente não faria diferença.

O Maestro Erlon Chaves foi outra vítima da intransigência racial explícita que determinava: negros devem saber qual o seu lugar. Ele afrontou as más línguas ao conquistar a maior beldade da época, a louríssima Vera Fischer, e a gota d’água foi o episódio quero mocotó. Ao apresentar-se rodeado de lindas mulheres, Erlon insultou a sociedade: beijou uma bela loura, olhou para as câmeras e disse que com aquele gesto estaria beijando todas as brasileiras. Saiu do palco algemado, ficou vários dias desaparecido, foi perseguido, proibido de exercer sua profissão por 30 dias em todo o território nacional, e por aí vai. Esta é uma das histórias que este triste país carrega no currículo.


Naquela época, o preconceito racial no Brasil era explícito, normal e corriqueiro, o estranho era alguém agir diferente. E, não nos iludamos, a diferença daqueles tempos para os dias atuais é que agora, além de ser crime, o racismo também é politicamente incorreto, o que não o elimina, apenas camufla. Como disse Florestan Fernandes, o brasileiro tem preconceito de não ter preconceito.


Sim, Wilson Simonal era empinado e metido, e estava certo, tinha de se armar contra os que não admitiam que um negro nascido numa favela chegasse lá. E, além do mais, ele podia ser o que quisesse, afinal, não era qualquer um que conseguia ser o maior cantor de um país tão grande. Ele incomodou sim: arrebatou multidões e alardeou seu talento aos quatro cantos... imperdoável.


Tudo poderia ter sido diferente não fosse a mídia, que enaltece e destrói a bel-prazer e, principalmente, emudece quando lhe convém. A história de Simonal é mais uma das gritantes perseguições do furo jornalístico em detrimento da verdade. A nossa imprensa tem no currículo vários episódios de carreiras e vidas destruídas por precipitação, injustiças, mentiras plantadas, interesses escusos, ou até mesmo por incapacidade profissional. Não raro, age de maneira arbitrária, descontextualiza e fragmenta as informações transformando-as em teses. Resultado, ao simplificá-las unilateralmente, em vez de uma denúncia fundamentada, define uma prova de crime e dá o veredito. Basta lembrar do linchamento público promovido contra os donos da Escola Base.


Sim, houve racismo contra Simonal, porém, não foi o único fator que determinou a sua destruição. Sua arte representava alegria num momento de dor e perdas, o que gerou perseguição policialesca por parte dos intelectuais engajados que não podiam questionar publicamente o sistema. Estes, transformavam suspeitas em verdades absolutas e, já que eram obrigados a engolir a humilhação de viver sob o jugo dos militares, se vingavam em bodes expiatórios como o Simonal. Eis a atuação do Pasquim que, sabemos, atirava para todos lados sem medir conseqüências. Claro, sei que eram outros tempos, mas, digam isso à família do cantor.


Se ainda restam dúvidas, por que será que até hoje não apareceu uma única pessoa que tenha sido delatada por Simonal? Desafio a quem quer que seja a citar uma, qualquer uma, apenas uma: o filho de um delatado, neto ou sobrinho, um parente qualquer, um amigo, ou um conhecido. Qualquer um bastaria. Claro, não apareceu porque essa pessoa não existe. O próprio Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho - Rede Globo) afirmou que se Wilson Simonal fosse colaborador da repressão, ele teria sido, naquela época, a única atração com total aval para ir ao ar na Globo. Elementar...


Fico pasma que ainda pairem quaisquer dúvidas. Infelizmente, muitos não se dão ao trabalho de analisar o que há por trás deste emaranhado de informações conflitantes. As ideologias nos impedem de avaliar os fatos com isenção porque têm a pretensão de formar uma lógica para obter imagem universalizada de determinado assunto. Não é difícil compreender o que houve, basta o brasileiro ter real interesse em pesquisar. Já passou da hora de reconhecermos que Wilson Simonal é um patrimônio cultural nosso, devemos isso a nós mesmos. É preciso dizer, repetir e jamais esquecer que, à custa do calvário de Simonal e do enorme sofrimento da família, a nossa cultura ficou mais pobre.


Wilson Simonal merece a atenção dos estudiosos brasileiros, e não apenas citações. Esta história grita, clama ser ouvida, não pede preces, pede justiça, ele sempre implorou ser ouvido, sem êxito. Os seus discos, sempre esmerados pela produção que os envolvia, eram os mais vendidos do Brasil graças ao público que o consagrou como um de nossos maiores intérpretes. Negar a sua participação na história da nossa música é impossível. Evitar preconceitos será sempre uma boa introdução, e reverenciá-lo como artista é, definitivamente, o nosso dever.


28 de novembro de 2008 17:06

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A Vida do Wilson Simonal não foi muito "Bossa Nova" - 2a parte

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WILSON SIMONAL, SIMONAL, SIMONA, SI....

Colaboração de Franz Kreuther

Num show, gravado em LP, Chico Anisío faz uma piada (acho que era uma piada sobre apelidos) em que dizia mais ou menos assim: “O cara se chama Wilson Simonal, vira Simonal, Simona, Si...” E a platéia cai na risada. Penso que, talvez, o que Chico queria não era dar motivos para risos, mas lançar um alerta para que resgatassem Wilson Simonal antes que fosse tarde demais.

Apresentar Wilson Simonal para os jovens desta geração deveria ser uma obrigação da indústria fonográfica e, principalmente, da mídia e da comunidade de artistas e músicos brasileiros, que por pura maldade, inveja, intolerância ou falta de compaixão, foram responsáveis por sua débâcle, sua ruína. É uma obrigação e um dever para com a memória desse grande artista, pelo tanto que prejudicaram este gigante da música nacional.

A música popular brasileira sempre contribuiu para marcar uma determinada época na nossa história social. Já tivemos a chamada “Época de Ouro”, onde imperava o rádio e a nação se encantava com a beleza dos
chorinhos e sambas; depois veio a batida diferente da Bossa Nova, o romantismo ingênuo da Jovem Guarda e aquela que seria, musicalmente, a fase mais brilhante da MPB: os Festivais de Musica Popular. Contudo, o material musical (letra, melodia e interprete) que a mídia divulga nos últimos 20 anos é de uma qualidade tão duvidosa e de apelo tão popularesco, que não sei se teremos do que nos orgulhar no futuro.

O povo brasileiro não tem respeito por suas tradições, por sua cultura, por seu patrimônio artístico e cultural. Aqui, no centro de Belém, havia duas magníficas construções, cuja arquitetura era motivo de orgulho para a cidade, a Fábrica Palmeira e o Central Hotel. A primeira virou um imenso buraco por décadas, até que se transformou em estacionamento, e a segunda foi demolida para dar lugar ao Hilton Hotel. Eu não vi essas demolições, mas se tivesse visto talvez ficasse maluco diante de tanta estupidez e ignorância. Como alguém pode destruir uma obra de arte? Como destruir a beleza? Como alguém tem coragem para destruir o único exemplar de um estilo artístico ou cultural? Como alguém pode fazer isso? Simonal foi vítima desse mesmo espírito destruidor.

Em 1972 eu era vendedor de livros, e minha equipe foi designada para fazer o Jardim Botânico, bairro carioca onde fica a “Vênus Platinada”, como chamavam a TV Globo. Estávamos na calçada do outro lado do prédio da Rede Globo, bem em frente a uma casa lotérica cujas as paredes eram cobertas de autógrafos de artistas. Conversava com uma colega de trabalho quando vi dois homens saindo pelo portão da Globo. Reconheci um deles:
Simonal. Imediatamente atravessamos a rua e lhe estendi um pequeno cartão de visitas que alguém havia me dado: pedi-lhe um autógrafo, o único que pedi a um artista até hoje. Ele desenhou o S de Simonal como uma clave de Sol, e achei muito original. E para minha amiga ele armou o laço e cantou:”Se você quer ser minha namorada....”. Nalgum momento da minha vida perdi esse cartão, mas nunca a lembrança daquele momento. Fecho agora os olhos. Vejo-o diante de mim autografando o cartãozinho, ouço-o...

Espero que Deus não perdoe as pessoas que causaram tanto sofrimento não somente a Wilson Simonal, mas a todos nos, seus admiradores.
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Franz, muito obrigado,
Martoni
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Um dos maiores ícones da MPB foi Wilson Simonal, que está quase totalmente esquecido. Buscando resgatar sua memória e valorizar sua contribuição à música brasileira de boa qualidade, meu blog instituiu o selo BOSSA SIMONAL. Se quiser apoiar, copie e cole-o no seu blog.
Franz Kreuther
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50 Anos de Bossa Nova
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sábado, 29 de novembro de 2008

50 Anos de Bossa Nova - Wilson Simonal com Lobo Bobo

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Wilson Simonal - Lobo Bobo (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli)

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Lobo Bobo

do album A Bossa e o Balanço (1994)

está no RADIO MARTONI '08

sugestão do Franz




Lobo Bobo

Era uma vez um lobo mau
que resolveu jantar alguem
estava sem vintem
mas arriscou
e logo se estrepou
um chapeuzinho de maio
ouviu buzina e nao parou
mas lobo mau insiste
faz cara de triste
mas chapeuzinho ouviu
os conselhos da vovo
dizer que não pra lobo
que com lobo nao sai só

lobo canta, pede promete
tudo ate amor
e diz que fraco de lobo
é ver um chapeuzinho de maio

chapeuzinho percebeu
que o lobo mau se derreteu
pra vez voces que lobo
tambem faz pápel de bobo

so posso lhe dizer
chapeuzinho agora traz
um lobo na coleira que
no janta nunca mais

lobo bobo.......
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Wilson Simonal foi mencionado no programa de F&E de 8 de dezembro 2007:
Início dos anos 60 e a popularização do termo e da BOSSA NOVA

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50 Anos de Bossa Nova

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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A Vida do Wilson Simonal não foi muito "Bossa Nova" - 1a parte

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WILSON SIMONAL, SIMONAL, SIMONA, SI...

Colaboração de Franz Kreuther

O convite do Martoni para escrever um texto sobre Wilson Simonal de Castro me pegou de surpresa. Embora seja um ardoroso fã desse grande e original cantor desde meados da década de 1960, não sei se terei condições de traduzir no papel minha admiração e saudade. Dos cantores da minha adolescência, Simonal é sem dúvidas o que me deu mais alegrias, o que eu mais gostava de ouvir. Gostava tanto dele que, quando estudante da Escola Técnica Federal Celso Suckov da Fonseca, pintei nas costas do meu jaleco uma enorme caricatura de Simonal, com uma espécie de gravata passada pela testa e amarada do lado da cabeça. Era meu ídolo, e eu carregava com satisfação.
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Como expressar o enorme deleite quando ouço suas canções e, sobre tudo, a tristeza que me dá sua falta no cenário musical brasileiro? Como traduzir, neste espaço tão pequeno, a grande, a amazônica indignação que sinto com a injustiça e vilania que vitimou esse que considero um dos 10 maiores artistas da música no Brasil? Como escrever algo que esteja à altura de seu enorme talento? Essas questões pularam da tela do computador no instante em que abri o e-mail.
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No início da década de 1960, no balanço da Bossa Nova e na gestação da Jovem Guarda, começou a brilhar aquela que seria uma das estrelas mais fulgurantes do universo da música nacional: Wilson Simonal. Negro e de origem muito humilde, Simonal deu um duro tremendo até tornar-se um dos artistas mais populares do Brasil no fim dos anos 1960 e início dos 1970. Possuidor de uma voz e um estilo personalíssimo, invejavelmente afinado, com uma rara habilidade para a harmonia e divisão, Wilson Simonal logo tornou-se o primeiro cantor negro a ascender ao status de estrela maior da MPB. Em pouco tempo, graças a seu incomparável talento musical, conquistou merecido destaque, sobrepujando em popularidade (e em cachê!) os mais consagrados cantores de então. E isso, parece, despertou muita inveja, ciúme e intolerância.
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Em 1971, no auge da carreira, Simonal descobriu que estava sendo roubado pelo seu contador. Quis dar uma de malandro esperto e chamou uns militares conhecidos pra dar um susto no salafrário. Eram os anos de chumbo da ditadura, e na confusão que se seguiu foi acusado de colaborador do regime militar. Foi taxado de dedo-duro entre os artistas. Pronto! Era tudo que os invejosos queriam. A imprensa sensacionalista, que sobrevive mais da miséria e fracassos alheios, tinha ali um prato cheio. O Pasquim, no qual publiquei alguns cartoons em 1975 ou 76, foi o principal veículo a caluniá-lo. O cartunista Sérgio Jaguaribe, o Jaguar, admitiria muito mais tarde que fizera tudo por impulso, e não se arrependia de ter destruído um mito. Penso que era por pura inveja ou outro sentimento mais torpe.
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Ninguém tinha provas, era tudo um disse-me-disse, mas jamais alguém se interessou em confirmar as acusações ou dar voz ao negro para se defender. Toda comunidade de artistas, emprenhada pelo veneno destilado pela imprensa, lhe voltou às costas e as portas, antes escancaradas, cerraram-se. Wilson Simonal, amargurado, andou por quase 30 anos tentando provar sua inocência.
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Albuns de Wilson Simonal no melhor blog da Música Brasileira:
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50 Anos de Bossa Nova
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

50 Anos de Bossa Nova - Carlos Lyra

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Tem Dó de Mim - Carlos Lyra


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Tem Dó de Mim não está mais no RADIO F&E do MARTONI
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Tem Dó de Mim (Carlos Lyra)

Não faz assim
Tem dó de mim
Não posso mais chorar
Não vê que o amor é mais
É muito mais do que sonhar
Não faz assim
Tem dó de mim
Que fui querer demais
Demais amei
E agora eu sei
Quando a saudade insiste
É que o amor existe
E o amor é muito triste
Quando se desfaz

.Carlos Lyra 50 anos de música:
"......Fora o prazer de ter como parceiros: Ronaldo Bôscoli, Geraldo Vandré, Chico de Assis, Oduvaldo Vianna Filho, Daniel Caetano, Carlos Fernando Fortes, Maria Clara Machado, Gianfrancesco Guarnieri, Nelson Lins e Barros, Francisco Cervantes, Kate Lyra, Marino Pinto, Vinicius de Moraes, Jésus Rocha, Norman Gimbel, Ruy Guerra, Heitor Valente, Chico Buarque, Paulo Cesar Pinheiro, Zé Keti, Millôr Fernandes, Daltony Nóbrega, Dolores Duran, Castro Alves, Machado de Assis, John Court, Paulinho Tapajós, Roberto Menescal e Joyce...."

Quote do: Carlos Lyra - Site Oficial
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Carlos Lyra foi mencionado no programa Forma e Elenco de 08 de dezembro 2007:
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Início dos anos 60 e a popularização do termo e da BOSSA NOVA
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O Presidente Bossa Nova
Jucelino Kubitschek, "President Bossa Nova"
na construção da cidade de Brasília
"Neste início dos anos 60 se voçê folheasse uma revista com certeza iria encontrar o termo BOSSA NOVA.
Foram lançados eletrodomésticos rotulados de BN, como a geladeira "Príncipe Bossa Nova" e até máquina de lavar.
Tudo que fosse diferente, inovador, era BN.
Até quando o Flamengo venceu o invencível Santos de Pelé, foi uma "goleada Bossa Nova", alem de sapatos, roupas, edifícios e mais uma centena de quinquilharias, tudo BN..."

Leia mais >>

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O Album Bossa Nova Mesmo pode encontrar no Loronix

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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Wilson Simonal - Tem Algo Mais (1963)


Este é o primeiro LP do Wilson Simonal. Quem espera que "Tem Algo Mais" é um disco de samba vai se supreender, este é um album com Wilson Simonal cantando Bossa Nova. Os arranjos são do Maestro Lyrio Panicalli.

Faixas:

01 - Tudo de Você (Marcos Valle / Paulo Sergio Valle)
02 - Amanhecendo (Roberto Menescal / Luis Fernando Freire)
03 - Telefone (Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli)
04 - Saudade (Silvio César)
05 - Samba Cromático (Jair Amorim / Carlos Cruz)
06 - Menina Flor (Luis Bonfá / Maria Helena Toledo)
07 - Lágrima Flor (Billy Blanco)
08 - Balanço Zona Sul (Tito Madi)
09 - Menino Triste (Gracindo Jr. / Rildo Hora)
10 - Meu Comportamento (Chico Feitosa / Marcos de Vasconcellos)
11 - Samba É Verbo (Édson Menezes / Alberto Paz)
12 - Manhã no Posto Seis (Armando Cavalcanti)

Baixar / Downloaden Link

sábado, 8 de dezembro de 2007

Início dos anos 60 e a popularização do termo e da BOSSA NOVA

Programa de sabado, 08 de dezembro 2007

Com a gravação do segundo LP de João Gilberto (O Amor, o Sorriso e a Flor), em 1960, e logo mais em 61 seu último LP pela ODEON (como apresentamos na semana passada). Estaria consolidado os pilares deste
movimento tão marcante e importante para nossa historia. Na época ainda não se tinha esta visão. Mas o fato é que o termo BOSSA-NOVA, passou a se tornar popular, e digamos, virou moda.

Neste início dos anos 60 se voçê folheasse uma revista com certeza iria encontrar o termo BOSSA NOVA. Foram lançados eletrodomésticos rotulados de BN, como a geladeira "Príncipe Bossa Nova" e até máquina de lavar. Tudo que fosse diferente, inovador, era BN. Até quando o Flamengo venceu o invencível Santos de Pelé, foi uma "goleada Bossa Nova", alem de sapatos, roupas, edifícios e mais uma centena de quinquilharias, tudo BN.

Wilson SimonalCom a moda "BN", não foi incomum que diversos cantores, dos mais variados gêneros, quisessem aderir ao movimento. Muitos se deram bem, outros nem tanto.

Cantores que vieram do cha-cha-chá, como Wilson Simonal, ou Alayde Costa, que cantava boleros (foi convertida por João Gilberto), Lenny Andrade, do jazz, se adaptaram bem a transição.

Nomes já famosos, e ditos precurssores do movimento, como Dick Farney, Lúcio Alves e Tito Madi, na época não se integraram diretamente, se sentiram um pouco injustiçados (mas o tempo corrigiu isso).
E como não poderia deixar de ser, apareceram em pencas adesões meramente oportunistas, dos mais variados gêneros.


Cantores de estilos muito diferentes á BN, como o operístico Agnaldo Rayol, ou Anísio Silva, foram desaconselhados a não se exporem a possíveis vexames. Carlos Imperial


Até Carlos Imperial, que na época tinha um programa na tv Tupi chamado "Clube do Rock", tentou tranformar seus pupilos em Bossanovistas (Frustrada tentativa).


Um deles inclusive, tentou sozinho mesmo. Depois de ver João Gilberto se apresentando na Boate Plaza, no Rio, ficou tão impressionado, que resolveu adotar seu estilo, e tentou por alguns anos emplacar, mas a coisa não pegou. Este rapaz compôs até uma musica que ele tentava cantar em todas as canjas da BN. Tentou, tentou, mas não pegou. Em breve este rapaz encontraria seu estilo próprio, o seu nome era Roberto Carlos. Roberto parece não gostar muito de falar sobre esta sua fase inicial, inclusive nunca autorizou o relançamento de seu primeiro disco "Louco por Voçê", que ilustra exatamente estas suas tentativas de cantar igual João Gilberto.

Tudo isso é história, estas e outras vc pode ouvir neste F&E deste sábado, e que logo vem aqui para o site. Um abraço a todos, meu e do Martoni.

Literatura indicada: "Chega de Saudade" de Ruy Castro (Companhia das letras)"



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Na seleção musical deste sabado /
Muzikale selectie van deze zaterdag:


Tom Jobim e Miucha
Dori Caymmi
Tamba Trio
Marcos Valle
Raul de Souza
Baden Powel e muito mais.......






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