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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Antonio Carlos Jobim - O Disco Secreto

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Ontem falamos do Lost Tape.
Hoje vamos mostrar o disco secreto de Tom Jobim.
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Hoje temos um misterioso LP que Tom dizia ter gravado como violonista em Los Angeles em meados dos anos 60, como acompanhante do pianista de jazz Jack Wilson, no qual, em vez de ser apresentado como a estrela do disco, ele aparecia nos créditos com o pseudônimo de Tony Brazil. O próprio Tom gostava de contar a história, sem fornecer maiores detalhes sobre o disco, mas dava a entender que essa tinha sido uma das agruras de seus primeiros tempos nos EUA.
Seja como for, seu LP com Jack Wilson continuava fora das discografias porque ninguém parecia saber o título, o nome da gravadora ou quem mais tocava nele. Mas, no inicio do ano 2000, um implacável pesquisador paulistano da bossa nova, Sérgio Ximenes, matou a charada.
Com a ajuda da americana Barbara Major , cujo site http://members.xoom.com/bjbear71/wanderley/main.html é dedicado - como o nome indica - ao organista e arranjador brasileiro Walter Wanderley (1932-1986).
Barbara pôs Ximenes em contato com um pesquisador de Mancini, Mike Newcomb, que trabalha para a Nasa no projeto Challenger.
E Newcomb, claro, tinha o disco: Brazilian Mancini, gravado em 1965 pelo obscuro selo Vault, de Los Angeles. Era Mancini em bossa nova e os músicos incluíam Jack Wilson ao piano, Roy Ayers ao vibrafone, os brasileiros Sebastião (Tião) Neto ao contrabaixo e Chico Batera à bateria - e, como "artista convidado especial", segundo a capa, um desconhecido Tony Brazil ao violão. A surpresa maior foi a de Newcomb, ao saber que Tony Brazil era simplesmente Antônio Carlos Jobim. E, então, explicou-se por que esse LP ficava oculto por elipse nas discografias de Jobim: porque, assim como os aviões que voam baixo não são acusados pelo radar, um disco inteiro só com canções de Mancini não teria como ser percebido pelos pesquisadores de Tom, mais habituados a trabalhar com discos contendo as canções de sua autoria.

Ficha Técnica
Gravadora: Vault, 1965

Músicos participantes:

Roy Ayers - vibrafone
Chico Batera - bateria
Sebastião Neto - contrabaixo
Tony Brazil - violão

Faixas:

Blue Satin
Days of Wine and Roses
Sally's Tomato
Softly
Lujon
Mr. Lucky
Breakfast at Tiffany's
Dear Heart
Todas as músicas compostas por Henry Mancini


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Informações extraidos de um artigo de Ruy Castro para O Estado de S. Paulo

Leia a história completa

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Mais sobre o periodo do Tom Jobim nos EUA no RF&E aqui.
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sábado, 16 de fevereiro de 2008

Tom Jobim nos EUA em 1963, história e curiosidades

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Programa de sabado, 16 de fevereiro 2008 (wk 07)
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Olá amigos do FORMA E ELENCO, Brasil, Europa, EUA e de qualquer parte deste planeta que nos acessem aqui pelo Blog ou pelo site do programa, um abraço a todos. Qualquer dúvida ou sugestão estamos aqui a postos para sua comunicação, pode ser pelo e-mail: formaeelenco@gmail.com (com Leo) ou com o Martoni: martonifee@lycos.com . A principal lingua que falamos por aqui é a Música, música de qualidade brasileira, que dispensa maiores apresentações, é uma linguagem universal.
Hoje vamos para o ano de 1963, com Tom Jobim lá nos EUA batalhando por nossa música e colhendo muitos resultados positivos, neste ano acabava de sair por lá, seu primeiro disco americano "The composer of Desafinado".


Saiu com este nome devido ao estrondoso sucesso de vendas, um ano antes, do disco "Jazz Samba" de Stan Getz e Charlie Bird, com destaque para a música "Desafinado" de Tom e Newton Mendonça.
Este disco de Tom recebeu de cara a cotação máxima da revista especializada Dow Beat, cinco estrelas. Muito bom para um primeiro trabalho em terra estrangeira (principalmente em se falando de EUA). Merecido, o disco está em catálogo até hoje nos principais países do mundo (no Brasil saíram poucas cópias em 1995 em cd e depois mais poucas cópias em 2005 em remasterizações da série ELENCO). Nesta época também , Tom começou a ser bastante assediado pela imprensa e por produtores Tom Jobim e Andy Williamsmusicais para aparições e gravações.


Uma das mais conhecidas foram suas aparições no programa de Tv de Andy Willians.


Outro fato interessante, e até três anos atrás um mistério, foi a participação de Tom em um disco do pianista de jazz Jack Wilson. Tom foi convidado a gravar com Jack, más um contrato com sua gravadora (Warner) não permitia sua presença em outros selos. O disco seria composto de temas de Henri Mancini, mas com sabor brasileiro, com Bossa. Foi dada uma solução ao problema, Tom participaria só que com outro nome (as escondidas), Tom virou Tony Brasil e participou de algumas faixas do disco tocando violão, e com certeza ajudou nos arranjos, pois o disco ficou muito Brazilian Mancini com Tony Brazilbom. O disco se chamou "Brazilian Mancini", saiu em 1964(ou 65) e sumiu. O próprio Tom as vezes comentava com amigos sobre um disco com músicas de Mancini que ele havia particiapado más ninguem conhecia. Foi um mistério durante anos para colecionadores de Jobim do mundo todo. Até que em 2000, mais ou menos, um pesquisador brasileiro conseguiu localizar com um colecionador de "Mancini" americano(?) uma cópia do dito cujo LP (ele realmente existia).

Ruy CastroRuy Castro contou toda esta historia em artigo de jornal, e mostrou a foto da capa do disco para os brasileiros. Que eu tenha conhecimento, nem Tom chegou a ver este seu trabalho (Tom faleceu em 1994).



Candice Berger

Fica aí mais esta curiosidade que vai merecer um programa F&E especial.
Este foi um panorama do que acontecia com Jobim neste ano de 1963 nos EUA, com toda esta correria, compor estava difícil, uma das poucas canções que Jobim fez neste ano foi em homenagem a uma jovem atriz que ele conheceu na casa do presidente da gravadora Atlantic, Nesuchi Letra do song 'Bonita'Etergan, a jovem atriz era Candice Bergen, e á música Tom deu o nome de "Bonita", feita com letra em inglês, Tom deu parceria a Ray Gilbert. Ela saiu no segundo LP de Tom nos EUA em 65 com orquestrações de Nelson Ridle.

Em 66, Sinatra também a gravaria. Em 67, Tom a registraria novamente em seu terceiro LP chamado " A Certain Mr. Jobim".
Alguns anos mais tarde, Vinícius de Moraes faria uma letra em português para a canção, mas ela ficaria inédita até o ano de 2005, quando foi apresentada ao público pela primeira vez no CD "Falando de Amor", que reunia as famílias Caymmi e Jobim.
Quem a gravou foi Daniel Jobim, neto de Tom, ao piano.


Na letra de Vinícius, o poeta lhe chamou de "Bonita demais", e vc vai poder ouvi-la neste FORMA E ELENCO que conta um pouco de toda esta história e curiosidades.


E também uma simples homenagem a Henri Salvador, cantor e compositor Francês e grande apreciador da música brasileira, falecido aos 90 anos na última quarta feira.

Boa audição.

Grande abraço meu (Leo) e do Martoni

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Na seleção musical deste sabado /
Muzikale selectie van deze zaterdag:

Tamba Trio
Os Cariocas
Caetano Veloso
Johnny Alf
Nana Caymmi
Quarteto em Cy
João Gilberto e muito mais....


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