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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A Vida do Wilson Simonal não foi muito "Bossa Nova" - 1a parte

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WILSON SIMONAL, SIMONAL, SIMONA, SI...

Colaboração de Franz Kreuther

O convite do Martoni para escrever um texto sobre Wilson Simonal de Castro me pegou de surpresa. Embora seja um ardoroso fã desse grande e original cantor desde meados da década de 1960, não sei se terei condições de traduzir no papel minha admiração e saudade. Dos cantores da minha adolescência, Simonal é sem dúvidas o que me deu mais alegrias, o que eu mais gostava de ouvir. Gostava tanto dele que, quando estudante da Escola Técnica Federal Celso Suckov da Fonseca, pintei nas costas do meu jaleco uma enorme caricatura de Simonal, com uma espécie de gravata passada pela testa e amarada do lado da cabeça. Era meu ídolo, e eu carregava com satisfação.
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Como expressar o enorme deleite quando ouço suas canções e, sobre tudo, a tristeza que me dá sua falta no cenário musical brasileiro? Como traduzir, neste espaço tão pequeno, a grande, a amazônica indignação que sinto com a injustiça e vilania que vitimou esse que considero um dos 10 maiores artistas da música no Brasil? Como escrever algo que esteja à altura de seu enorme talento? Essas questões pularam da tela do computador no instante em que abri o e-mail.
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No início da década de 1960, no balanço da Bossa Nova e na gestação da Jovem Guarda, começou a brilhar aquela que seria uma das estrelas mais fulgurantes do universo da música nacional: Wilson Simonal. Negro e de origem muito humilde, Simonal deu um duro tremendo até tornar-se um dos artistas mais populares do Brasil no fim dos anos 1960 e início dos 1970. Possuidor de uma voz e um estilo personalíssimo, invejavelmente afinado, com uma rara habilidade para a harmonia e divisão, Wilson Simonal logo tornou-se o primeiro cantor negro a ascender ao status de estrela maior da MPB. Em pouco tempo, graças a seu incomparável talento musical, conquistou merecido destaque, sobrepujando em popularidade (e em cachê!) os mais consagrados cantores de então. E isso, parece, despertou muita inveja, ciúme e intolerância.
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Em 1971, no auge da carreira, Simonal descobriu que estava sendo roubado pelo seu contador. Quis dar uma de malandro esperto e chamou uns militares conhecidos pra dar um susto no salafrário. Eram os anos de chumbo da ditadura, e na confusão que se seguiu foi acusado de colaborador do regime militar. Foi taxado de dedo-duro entre os artistas. Pronto! Era tudo que os invejosos queriam. A imprensa sensacionalista, que sobrevive mais da miséria e fracassos alheios, tinha ali um prato cheio. O Pasquim, no qual publiquei alguns cartoons em 1975 ou 76, foi o principal veículo a caluniá-lo. O cartunista Sérgio Jaguaribe, o Jaguar, admitiria muito mais tarde que fizera tudo por impulso, e não se arrependia de ter destruído um mito. Penso que era por pura inveja ou outro sentimento mais torpe.
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Ninguém tinha provas, era tudo um disse-me-disse, mas jamais alguém se interessou em confirmar as acusações ou dar voz ao negro para se defender. Toda comunidade de artistas, emprenhada pelo veneno destilado pela imprensa, lhe voltou às costas e as portas, antes escancaradas, cerraram-se. Wilson Simonal, amargurado, andou por quase 30 anos tentando provar sua inocência.
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Albuns de Wilson Simonal no melhor blog da Música Brasileira:
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50 Anos de Bossa Nova
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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O surgimento da sigla MPB e sua antecessora MPM

Programa de sabado, 03 de novembro 2007

Rio 65 TrioOlá amigos do F&E. Neste sábado vamos falar um pouco sobre as origens da sigla MPB, que significa Música Popular Brasileira.

Flora é MPMAntes dela usou-se durante pouco tempo: MPM, que era abreviação de Música Popular Moderna.





Esta MPM começou a ser usada no início dos anos 60 mais ou menos, quando a Bossa Nova e seus criadores, bem dizer já tinham se mudado para o exterior, e seus seguidores, músicos modernos de uma maneira geral, que beberam desta fonte e continuaram a produzir misturando temas brasileiros com jazz e Bossa, com certeza houve alguma tentativa de marketing de gravadoras da época em popularizar o termo, más não pegou.
Meirelles e os Copa 5 - Samba-Jazz

Caetano Veloso num Festival - MPBO que acabou vigorando foi o termo Samba-Jazz para as músicas com bastante improvisos vocais e instrumentais, e MPB que começou a ser usada com o surgimento dos festivais em 1965, mais ou menos.

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Na seleção musical deste sabado: Paulo Moura Hepteto, Rio 65 Trio, Elis Regina, Gal Costa e muito mais....Uma boa audição a todos. Críticas , sugestões e comentários podem ser feitos aqui no site ou pelo e-mail. abraço a todos, meu e do Martoni.

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